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Brasil

Anvisa bloqueia lote do Mounjaro e remédios para tratamento de câncer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (20/2) um pacote de medidas que determina a apreensão de medicamentos de alto custo falsificados contra o câncer e outras doenças, além do recolhimento de produtos irregulares e a proibição nacional de implantes hormonais com nesterona, conhecidos como “chip hormonal”.

As decisões constam nas Resoluções-RE nº 641 e nº 642 e atingem remédios usados no tratamento de câncer, diabetes e obesidade, além de anabolizantes sem registro sanitário.

Entre os casos confirmados está o lote D838838 do Mounjaro (tirzepatida), indicado para diabetes tipo 2 e amplamente utilizado para perda de peso. Segundo a Anvisa, unidades apresentavam falhas de impressão na embalagem e irregularidades na data de validade. A fabricante Eli Lilly comunicou a divergência. O lote foi considerado falsificado, com proibição de armazenamento, venda, distribuição e uso.

Também foram identificadas irregularidades no lote 416466 do Enhertu, medicamento oncológico. A Daiichi Sankyo informou diferenças físicas nas embalagens, como frascos fora do padrão e tampa metálica amarela. O lote foi apreendido.

No caso do Botox, a AbbVie relatou divergências nas datas de fabricação e validade em lote específico. Já o imunoterápico Opdivo também teve lotes apontados como adulterados.



Além das falsificações, a Anvisa proibiu, em todo o país, a manipulação, comercialização e propaganda de implantes com nesterona por farmácias magistrais. Segundo a agência, a substância não possui avaliação de segurança e eficácia aprovada para esse tipo de uso. Estoques devem ser recolhidos.

A fiscalização também determinou a apreensão de anabolizantes e hormônios sem registro, como boldenona, oxandrolona, oximetolona e diferentes formas de testosterona, anunciados por empresa não identificada.

A Anvisa orienta pacientes e estabelecimentos de saúde a verificarem o número de lote, a integridade da embalagem e a procedência dos produtos e a comunicarem suspeitas às autoridades sanitárias.

Com informações do G1.

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