Influencer com piercing íntimo é atacada em praia catarinense
Recentemente, um piercing nas partes íntimas da influenciadora digital Dani Motta, que conta com mais de 800 mil seguidores nas redes sociais, gerou uma confusão em uma praia de Florianópolis, em Santa Catarina. O episódio, que só começou a repercutir nas redes sociais nesta segunda-feira (12), levou a influenciadora a se manifestar sobre o constrangimento que enfrentou.
Em desabafo publicado nas redes sociais, Dani afirmou que não é a primeira vez que passa por situações desse tipo. “É a segunda vez que isso está acontecendo, tá? Só porque eu tenho piercing na minha [parte íntima], as pessoas ficam me discriminando na praia. A moça está aqui falando horrores para mim”, compartilhou.
A confusão começou quando uma frequentadora da praia se aproximou. “O espaço é público e você tem que respeitar os homens casados e as crianças que estão passando aqui” disse a mulher para a influenciadora, que respondeu imediato. “Vai cuidar do teu tabaco. A praia é pública”, rebateu a Dani.
Crime ou constrangimento?
No Brasil, a exposição de um piercing íntimo pode ou não configurar crime, dependendo da situação. Se a exibição for acidental e discreta, geralmente não é considerada ato obsceno. Entretanto, se for intencional, ostensiva ou com conotação sexual, pode ser enquadrada como ato obsceno.
O constrangimento gerado por esse tipo de situação também pode ter duas vertentes. Para quem usa o piercing, se ela foi hostilizada, ofendida ou discriminada, pode se considerar vítima e registrar ocorrência por crimes como injúria ou difamação. Já para terceiros, caso a exposição seja intencional e cause constrangimento a outras pessoas, incluindo crianças, a pessoa responsável pode ser responsabilizada criminalmente.

