Presidente do Grupo Corona é sequestrado e morto no México
A violência ligada ao crime organizado voltou a chamar atenção no México após a confirmação da morte de um empresário de destaque no setor de bebidas alcoólicas. José Adrián Corona Radillo, presidente do Grupo Corona, foi sequestrado e assassinado no município de Atenguillo, no estado de Jalisco, em um crime que só veio a público dias depois.
O corpo do empresário foi encontrado às margens de uma rodovia federal no dia 29 de dezembro, mas as informações oficiais sobre o caso começaram a circular na imprensa mexicana apenas na terça-feira (6). Segundo as autoridades, Radillo viajava com a família quando o grupo foi interceptado por criminosos armados.
Durante a abordagem, os suspeitos roubaram pertences dos ocupantes do veículo e decidiram levar apenas o empresário, que foi sequestrado. As forças de segurança iniciaram buscas na região logo após o desaparecimento, mas José Adrián Corona Radillo foi encontrado morto dois dias depois, próximo ao local onde havia sido capturado.
De acordo com o Ministério Público, o corpo apresentava sinais de violência e ferimentos provocados por arma de fogo, o que confirma a hipótese de homicídio. As circunstâncias do crime seguem sob investigação, e até o momento não há informações sobre suspeitos presos.
José Adrián Corona Radillo era presidente do Grupo Corona, empresa mexicana voltada à produção de bebidas alcoólicas, com atuação nos segmentos de tequilas, vinhos e licores. Apesar do nome semelhante, a companhia não possui vínculo com a cerveja Corona, marca internacionalmente conhecida e pertencente ao Grupo Modelo.

