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Santa Catarina

Cantinhos de São José: a ponte que transformou a economia do Município e foi levada pela enxurrada

No século XIX, antes mesmo de existir a ponte Hercílio Luz — inaugurada apenas em 1926 — a ligação entre o Continente e a Ilha de Desterro (atual Florianópolis) era feita por barcos. Comerciantes utilizavam a região de divisa entre São José e Palhoça como ponto estratégico para negociar e embarcar mercadorias que seguiam de barco à Ilha. Um simples pontilhão de madeira permitia a travessia entre as duas cidades, facilitando o trânsito de moradores, comerciantes locais e tropeiros vindos da Serra Catarinense.

Com o aumento da atividade comercial, tornou-se necessária uma estrutura mais robusta. Foi assim que, em 1859, entrou em operação a Ponte do Rio Maruim, construída em alvenaria mista de pedra e tijolos, com arcos que se destacavam na paisagem. A nova ponte ampliou a circulação entre Palhoça e São José e impulsionou a economia regional, servindo tanto à população local quanto aos viajantes que passavam pela área.

Mais de um século depois, em 1995, fortes chuvas castigaram a região e destruíram metade da ponte — especificamente a cabeceira localizada no lado de Palhoça. Restou apenas a parte situada em São José. Para garantir o tráfego entre os municípios, uma ponte metálica provisória foi instalada, dando lugar posteriormente à estrutura que conecta as duas cidades até hoje.

A antiga ponte, parcialmente destruída, foi restaurada e transformada em um píer, que se tornou um ponto de lazer, especialmente para quem aprecia a pesca. Em 2005, o Píer do Rio Maruim recebeu o título de patrimônio cultural de São José, preservando a memória de uma construção que marcou a história e o desenvolvimento da região.

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