Médico é flagrado fazendo sexo com estagiária em UPA de Manaus
Em um ambiente que deveria ser sinônimo de cuidado, confiança e respeito à vida, uma cena lamentável e inaceitável veio à tona. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um médico e uma estagiária de enfermagem mantendo relações sexuais dentro da UPA José Rodrigues, na zona norte de Manaus. O ato, gravado por uma terceira pessoa através de um basculante da sala, expõe não apenas a intimidade do casal, mas também uma postura considerada profundamente desrespeitosa e antiética em um espaço público destinado ao atendimento de pacientes.
A gravação rapidamente se espalhou pelas redes, gerando indignação e questionamentos sobre a conduta dos envolvidos. Além da quebra de decoro e do constrangimento causado pela exposição, o episódio chama a atenção pelo ambiente em que ocorreu. Para especialistas e internautas que comentaram o caso, trata-se de um comportamento inaceitável em um espaço destinado ao atendimento de pessoas em situação de urgência e emergência.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) confirmou que o episódio não é recente. Segundo o órgão, o fato teria ocorrido há cerca de três anos e envolveu um médico contratado por uma empresa terceirizada e a estagiária de enfermagem, que não fazia parte do quadro da secretaria. A pasta informou ainda que, na época, foram abertos procedimentos internos de apuração para esclarecer os fatos e adotar providências.
“A SES-AM reforça seu compromisso com a ética, o respeito e a transparência”, destacou o comunicado oficial. Apesar disso, a secretaria não detalhou quais medidas foram efetivamente aplicadas aos envolvidos, o que ampliou as críticas da população sobre a forma como o caso foi conduzido.
O Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM) também se pronunciou nesta quinta-feira (28), após receber uma denúncia anônima com o vídeo. O órgão informou que o material foi encaminhado ao setor jurídico e à Divisão de Fiscalização para análise. “O Coren-AM apura a denúncia para adotar as medidas cabíveis, caso comprovado o teor das imagens”, diz a nota.
Da mesma forma, o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam) declarou que o episódio foi direcionado ao Setor de Processos Éticos. Em nota, o presidente da entidade, Amarildo Brito, reforçou que, “por se tratar de matéria sujeita a eventual infração ética, o Cremam não emitirá qualquer posicionamento ou juízo de valor antes da devida instrução do procedimento”.
O caso, que só agora ganhou ampla visibilidade devido à viralização do vídeo, reacende o debate sobre ética, postura profissional e responsabilidade dentro das unidades de saúde. Para muitos, independentemente do tempo decorrido, o episódio representa um grave desrespeito à confiança da população e à dignidade da profissão.