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Polícia

Polícia Civil desmantela núcleo financeiro ligado ao Comando Vermelho em Mato Grosso

Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso foi deflagrada na manhã desta terça-feira (10) para desarticular um grupo suspeito de movimentar recursos obtidos por atividades criminosas associadas ao Comando Vermelho. A ação, chamada de Operação Retirada, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Cuiabá, além de determinar a quebra de sigilo bancário e a apreensão de veículos ligados aos investigados.

De acordo com as investigações, o esquema seria responsável por administrar e ocultar valores provenientes de crimes como tráfico de drogas, estelionato e exploração de jogos de azar. Parte dos suspeitos tem ligação familiar com um homem conhecido como “Dandão”, apontado pelas autoridades como uma das lideranças da facção criminosa. Entre os alvos da operação está um sobrinho dele, além de outras pessoas próximas.Play Video

As apurações indicam que o grupo montou uma estrutura financeira para dificultar o rastreamento do dinheiro. O método incluía o uso de contas bancárias registradas em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”, utilizadas para receber e transferir os valores obtidos com as atividades ilegais. Esse tipo de estratégia, segundo a polícia, é comum em organizações criminosas que tentam esconder a origem do dinheiro.

Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão e quatro de busca e apreensão. As medidas judiciais também permitiram acesso a informações bancárias dos investigados, etapa considerada fundamental para rastrear o fluxo financeiro do grupo.

As investigações apontam que dois dos suspeitos atuavam como responsáveis por intermediar as contas usadas no esquema, organizando a entrada e a circulação do dinheiro. Outro integrante teria a função de realizar saques em dinheiro, fazer entregas e efetuar pagamentos conforme orientações da organização.

O delegado Antenor Junior Pimentel Marcondes, da Polícia Civil de Mato Grosso, afirmou que atingir a estrutura financeira é um passo importante no combate às facções criminosas. Segundo ele, a movimentação de dinheiro é o que sustenta as atividades ilegais do grupo.

Outro fator que chamou a atenção dos investigadores foi o padrão de vida apresentado pelos suspeitos. A polícia identificou a posse de veículos e outros bens considerados incompatíveis com a renda oficialmente declarada pelos investigados.

O nome da operação faz referência justamente à forma de atuação do grupo. Segundo a polícia, os chamados “sacadores” eram responsáveis por retirar os valores depositados em contas de laranjas e redistribuí-los para outros integrantes da organização, ajudando a manter o fluxo de dinheiro que financiava as ações da facção criminosa.

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