Prefeito desqualifica Operação Erga Omnes, fala em perseguição política e cita indicação de agência pelo vice-governador
O prefeito de David Almeida voltou a desqualificar a Operação Erga Omnes e questionou a condução da investigação durante coletiva realizada nesta segunda-feira (23/02), em Manaus. As declarações ocorreram após o anúncio de sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas.
Logo no início, o prefeito ironizou a ação policial e colocou em dúvida sua credibilidade. Segundo ele, a operação, que teria sido apresentada como combate ao tráfico de drogas, não demonstrou resultados concretos compatíveis com esse objetivo.
“A operação é contra o tráfico, mas não prendeu traficante e não apresentou nada consistente. Virou instrumento para atingir meu nome”, afirmou.
David também questionou o foco dado à investigação envolvendo a contratação de uma agência de viagens. De acordo com ele, a empresa investigada teria sido indicada pelo vice-governador Tadeu de Souza. O prefeito ressaltou que os repasses à agência somam R$ 35 mil ao longo de cinco anos.
Outro ponto criticado foi a prisão apenas da servidora responsável pela compra das passagens. “Se a contratação é o problema, por que apenas ela foi presa?”, questionou.
Durante a coletiva, o prefeito afirmou ainda que há indícios de instrumentalização da máquina pública para perseguição política e intimidação.
David declarou também que já teria sido informado meses antes sobre a existência da operação, em encontro na residência do senador Omar Aziz. Para ele, o episódio reforça a tese de que a ação teria motivação política.
“Não adianta tentar intimidar. Manaus não elegeu um covarde”, concluiu.

