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Polícia Civil de SC cumpre mandados no aeroporto após retorno de adolescentes investigados no caso do cão Orelha, em Florianópolis

A chegada ao Brasil dos adolescentes investigados no caso que apura a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, mobilizou um esquema especial de segurança e marcou mais um avanço nas investigações conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina. A operação ocorreu nesta quinta-feira (29/01), no aeroporto internacional da Capital.

De acordo com a Polícia Civil de SC, por meio da Delegacia de Proteção Animal da Capital (DEACLE) e da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DPA), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra adolescentes investigados no caso. Durante a ação, foram apreendidos aparelhos telefônicos e peças de vestuário que podem auxiliar no andamento das apurações.

Os adolescentes estavam fora do país participando de uma excursão previamente programada aos Estados Unidos, que incluiu visita à Disney. Segundo a Polícia Civil, a viagem não teve qualquer relação com tentativa de fuga, uma vez que o roteiro foi organizado antes dos fatos investigados. No entanto, por meio de monitoramento realizado em conjunto com a Polícia Federal, foi identificada a antecipação do voo de retorno ao Brasil, o que levou ao cumprimento das ordens judiciais assim que o grupo desembarcou.

A operação ocorreu em sala restrita do aeroporto, medida adotada para preservar a segurança dos adolescentes, das equipes envolvidas e também das demais pessoas que circulavam pelo terminal. A Polícia Civil reforçou que a condução da ação seguiu todos os protocolos legais, especialmente por envolver menores de idade.

Um dos jovens que participou da excursão e não é investigado relatou que o clima durante o voo foi tenso, em razão da grande repercussão do caso nas redes sociais e do receio de exposição no momento do desembarque em Florianópolis. Segundo ele, o grupo recebeu orientações para manter a calma e seguir rigorosamente as instruções das autoridades.

A Polícia Civil de SC destacou que qualquer tentativa de identificar ou expor adolescentes é proibida por lei, além de representar riscos à integridade dos envolvidos e prejuízos ao andamento das investigações.

Caso cão Orelha segue em apuração

O caso do cão Orelha passou a ser investigado após denúncias de maus-tratos ocorridos no dia 4 de janeiro, na Praia Brava, no Norte de Florianópolis. No dia seguinte, moradores encontraram o animal gravemente ferido e o encaminharam para atendimento veterinário. Diante da gravidade do quadro clínico, Orelha foi submetido à eutanásia no dia 5 de janeiro.

laudo pericial apontou lesões severas na região da cabeça, com inchaço grave, sangramentos, suspeita de fraturas na mandíbula e no maxilar, além de comprometimento neurológico e respiratório. A causa da morte foi confirmada como impacto contundente na cabeça, provocado por objeto rígido não localizado.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Proteção Animal da Capital em conjunto com a DPA, identificou quatro adolescentes suspeitos de envolvimento direto nas agressões. Mais de 20 pessoas foram ouvidas ao longo do inquérito, além da análise de mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança, mesmo sem registros diretos do momento da violência.

Dois dos adolescentes já estavam em Florianópolis e haviam sido alvos de mandados de busca anteriormente. Os outros dois integravam o grupo que retornou dos Estados Unidos nesta semana.

Outros desdobramentos investigados

Além da morte de Orelha, a Polícia Civil de SC também apura denúncias de maus-tratos contra outro cão comunitário, conhecido como Caramelo, que teria sido jogado ao mar pelo mesmo grupo. O animal conseguiu escapar e, após a repercussão do caso, acabou sendo adotado.

Em um inquérito separado, três adultos, familiares dos adolescentes investigados, foram indiciados por coação de testemunha, sob suspeita de tentativa de interferência no andamento das investigações.

Próximos passos

A Polícia Civil de Santa Catarina segue apurando os atos infracionais atribuídos aos adolescentes. Após a conclusão dessa etapa, o material será encaminhado ao Ministério Público, que irá analisar as medidas cabíveis conforme a legislação vigente.

O portal Agora Floripa segue apurando os desdobramentos e acompanha de perto os próximos passos de um caso que marcou Florianópolis e gerou ampla repercussão em todo o país.

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