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Saullo Vianna denuncia perseguição política e aponta Wilson Lima como responsável por sabotar ação médica em Urucará

Amazonas – O deputado federal licenciado e atual secretário municipal de Assistência Social de Manaus (Semasc), Saullo Vianna (UPB), denunciou publicamente nesta sexta-feira (29), uma suposta perseguição política que, segundo ele, estaria sendo conduzida pela secretária estadual de Educação do Amazonas, Arlete Ferreira Mendonça – e que poderia estar sendo orquestrada pelo próprio governador do Estado, Wilson Lima (UPB).

Segundo o parlamentar, a titular da pasta teria ordenado o cancelamento de uma ação médica voluntária na cidade de Urucará, cidade do interior do Amazonas, após saber que ele estaria apoiando o evento. De acordo com Saullo, um grupo de médicos amigos organizou um atendimento médico gratuito à população do município, tendo solicitado oficialmente, no dia 1º de agosto de 2025, pedindo o espaço do CETI Pedro Falabella para realização da atividade.

O pedido foi aprovado no dia 14 de agosto, por meio de despacho assinado pela secretária adjunta do interior, Ana Maria, autorizando o uso do local no dia 30 de agosto, das 7h às 17h.

No entanto, segundo o deputado, a poucos dias do evento, em 27 de agosto, a própria secretária Arlete Mendonça teria enviado um novo ofício cancelando a autorização, sem justificativa técnica. Saullo Vianna afirma que o recuo da SEDUC ocorreu após a confirmação de seu apoio à ação, o que, segundo ele, caracteriza interferência política e perseguição pessoal. “O evento estava todo organizado, os profissionais mobilizados, e quem paga o preço é a população de Urucará, que carece de atendimento médico. Isso é uma retaliação política inaceitável”, declarou o deputado. Saullo também denunciou que o ex-prefeito de Urucará, Enrico Falabella, teria sido o responsável por pressionar a SEDUC para impedir a realização da ação. “Recebi informações de que foi ele quem pediu diretamente que o espaço fosse negado. Um ato pequeno, mesquinho e que prejudica o povo da cidade”, afirmou.

O parlamentar ainda fez críticas ao atual estado da saúde pública no município, relatando que há denúncias de atendimento feito por profissionais sem registro no CRM, falta crônica de medicamentos e estrutura precária nos postos de saúde. “Enquanto impedem médicos qualificados de atender voluntariamente, deixam a população nas mãos de um sistema sucateado. Isso precisa ser investigado com seriedade”, concluiu Saullo Vianna. A Secretaria Estadual de Educação (SEDUC) e a própria secretária Arlete Mendonça ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso.

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