Desgoverno Wilson Lima

Governador Wilson Lima pode deixar Amazonas com dívida bilionária: quem pagará a conta?

O governador do Amazonas, Wilson Lima, está prestes a concluir seu mandato deixando um legado preocupante: uma dívida que ultrapassa R$ 8 bilhões em empréstimos contratados durante sua gestão. Essa situação levanta questionamentos sobre a responsabilidade fiscal e o papel dos deputados estaduais que autorizaram tais operações de crédito.

Esses recursos, obtidos junto a instituições financeiras nacionais e internacionais, foram aprovados pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) com a justificativa de impulsionar investimentos em áreas essenciais. No entanto, a falta de transparência na aplicação desses recursos e o endividamento crescente do estado levantam sérias preocupações sobre a gestão fiscal e o futuro econômico do Amazonas.

Em novembro de 2023, a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) aprovou, por unanimidade, dois pedidos de empréstimos feitos pelo governador, totalizando R$ 2,5 bilhões. Esses recursos foram obtidos junto ao Banco do Brasil e ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) .

A situação se agravou em dezembro de 2024, quando Wilson Lima sancionou leis que autorizam o governo a contrair mais R$ 6,5 bilhões em empréstimos. Desse montante, R$ 3 bilhões seriam provenientes do Banco do Brasil e US$ 585 milhões (aproximadamente R$ 3,5 bilhões) do BIRD.  A justificativa apresentada foi a necessidade de investimentos em áreas prioritárias e o refinanciamento de dívidas internas com juros mais elevados.

Essas operações de crédito foram aprovadas com celeridade pela ALE-AM, sem uma fiscalização rigorosa sobre a destinação dos recursos. Os parlamentares, que deveriam atuar como fiscais do Executivo, mostraram-se complacentes, aprovando os empréstimos sem questionamentos significativos.

Garantias e Impacto nos Serviços Públicos

As operações de crédito têm como garantia os repasses federais destinados ao Amazonas, recursos que tradicionalmente financiam serviços públicos essenciais. Essa vinculação levanta preocupações sobre a possível redução de investimentos em áreas críticas, como aquisição de medicamentos, manutenção de viaturas policiais e fornecimento de merenda escolar.

A priorização do pagamento de dívidas em detrimento desses serviços pode comprometer significativamente a qualidade de vida da população amazonense.

Chama atenção o silêncio de figuras políticas que, anteriormente, se posicionavam como opositores ou críticos da gestão estadual. Essa omissão sugere uma possível conivência ou, no mínimo, uma falta de compromisso com a fiscalização e a transparência na gestão dos recursos públicos.

Reflexões e Perspectivas Futuras

Com a aproximação das eleições, é provável que esses mesmos políticos retornem às bases eleitorais em busca de votos, apresentando-se como defensores dos interesses populares. No entanto, a população deve refletir sobre as consequências das decisões tomadas por seus representantes e a responsabilidade compartilhada na gestão fiscal do estado. O endividamento bilionário deixado pela atual administração não apenas compromete as finanças públicas, mas também impõe um fardo significativo às futuras gerações de amazonenses.

Diante desse cenário, torna-se imperativo que a sociedade civil, órgãos de controle e a imprensa exerçam um papel ativo na cobrança por transparência, responsabilidade fiscal e investimentos que verdadeiramente atendam às necessidades da população. A sustentabilidade econômica e social do Amazonas depende de uma gestão pública comprometida com o bem-estar coletivo e a eficiência na aplicação dos recursos públicos.

FONTE: AMAZONIA PRESS

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